Passeio a Parati do Colégio Pedro II


Terça-feira, Setembro 06, 2005

Este blog destina-se a se tornar um meio de compartilhar com todos que quiserem algumas fotos do passeio da 4ª série do Colégio Pedro II - Tijuca a Parati, nos dias 27 e 28 de agosto de 2005.
Sou a mãe de um dos alunos, o Hermes, meu nome é Andréia, mas sou conhecida na internet como mãe coruja.
Me foi permitido participar do passeio devido a uma necessidade especial de meu filho, por ser diabético insulino dependente, precisar de uma atenção maior do que as outras crianças.
Agradeço à Diretoras Estela e Elza, à coordenadora Cláudia e às professoras Cristina e Márcia Mamede.
Obrigada por permitir que eu pudesse compartilhar de uma experiência tão gratificante ao lado de meu filho.
Deixo aqui o desejo de que a saúde da coordenadora Cláudia se reestabeleça prontamente sem maiores complicações.
Como tenho meus afazeres e são muitas fotos que tem que ser editadas por causa do tamanho (ao todo 134), irei colocando aos poucos e peço que voltem sempre pra conferir novas fotos que eu venha a colocar!
Caso queiram se comunicar comigo enviem um e-mail (se identificando no assunto) para mae_coruja1@yahoo.com.br.
Criarei um sistema de comentários para quem queira deixar recado, ou uma observação sobre o passeio.
Um abraço a todos que participaram do passeio!


Olá...recebi este recadinho de uma aluna chamada Nicole que é da turma do meu filho:

"eu não fui ao passeio a tia cristina disse que irá acontecer uma prova ela pediu para que não foi estudar nesse site e queria dar uma sugestão escreva resumido(se você lembrar) o que as pessoas da falaram para na fazenda murycana para eu e outras pessoas que não foram poderem estudar como as pessoas que foram obrigado nicole"

Em respota a Nicole tenho a dizer que tenho certeza que a "Tia Cristina" não irá prejudicar ninguém que não tenha ido ao passeio...
Todos tiveram uma razão forte para não participarem tenho certeza e a Cristina sabe disso...
Até porque Nicole, muitas crianças não tem facilidade de acesso ao blog para estudar por ele!
Estude o que a Tia Cristina deu em sala Nicole, que com certeza você se sairá bem na prova!
Este blog não tem o intuito de ser "matéria" de prova...
O fato de eu colocar algumas referências históricas aqui é somente a título de ilustração.
Ele serve apenas como uma pequena recordação para quem participou e compartilhar com quem não pode ir o que os amigos tiveram a oportunidade de conhecer!

Bom...agora vou colocar algumas fotos da FAZENDA MURYCANA.

Situada ao pé da Serra da Bocaina, em Paraty, a Fazenda Murycana, funciona como engenho de aguardente.
No passado foi casa de farinha e cafezal, entreposto de comercialização no ciclo do café, do ouro, do açúcar mascavo e aguardente e de mão-de-obra escrava.
Peças em exposição na fazenda constatam as atividades comerciais passadas.
No século XVII era conhecida como "Três Fazendas" porque estava distribuída em três níveis: nivel superior, onde morava o senhor do engenho; no intermediário, os serviçais (escravos); no nível inferior funcionava o entreposto.
O Porto de Paraty exportava produtos de São Paulo e Minas Gerais e recebia mercadorias de vários países, que eram distribuídas nas Províncias, tendo a Fazenda Murycana (Ex-Fazenda de baixo) como parada obrigatória.
O antigo engenho da Murycana, movido à roda d'água, produzia aguardente envelhecida em tonéis de carvalho e cerejeira, destilada sob fogo a lenha, além de licores, melados e pingas afrodisíacas.
No local, onde hoje se encontra o alambique, ficava a senzala onde os escravos eram recolhidos para dormir numa espécie de calabouço forrado com feno e capim seco.
Desciam até o fundo do buraco por uma escada móvel que era depois retirada para evitar que fugissem e recolocada na manhã seguinte.


Chegando à fazenda.


Conhecendo um pequeno "museu" com peças antigas do tempo dos escravos.


Ouvindo as explicações da Prof. Cláudia.


Atual moenda da fazenda era a antiga senzala, onde ficavam os escravos.


Ao lado da atual moenda a casa do feitor.


Dentro da casa do feitor com mobiliário e peças antigas.


Local ao lado da senzala onde os escravos eram acorrentados para serem "lavados" para a comercialização entre os "Senhores de Engenho".


Vista da sacada da moenda. O local de onde eu estou tirando as fotos, os escravos ficavam em exposição para serem escolhidos pelos "Senhores de Engenho".


Capelinha da fazenda. Atualmente está "modernizada".


Pausa para um delicioso almoço! Comidinha caseira da fazenda...

Agora a criançada começou a se divertir:

Alunos na cavalgada...


Tirolesa...


Muita diversão na tirolesa!


Arvorismo...


Muita adrenalina! As crianças tinham que passar de uma árvore a outra através de cordas!


Indo embora...

Aqui estão algumas fotos marcantes...
Aos poucos, irei colocando algumas fotos extras...

Tenho certeza que foi um final de semana inesquecível para todos nós que pudemos participar deste passeio.
Aprendemos muito também!
Fica aqui o meu desejo de que muitos passeios possam existir na vida de todos nós, principalmente ao lado de amigos agradáveis...


Um abraços a todos vocês!!!!


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Domingo, Setembro 04, 2005

Agora iremos ver as fotos de uma moenda que visitamos logo após conhecermos o caminho do ouro, de onde são tirados os sub-produtos da cana de açucar como melado, rapadura, cachaça entre outros.

CURIOSIDADE:

História contada no Museu do Homem do Nordeste.
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou !
O que fazer agora ?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado).
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e se formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente, era a cachaça já formada que pingava por isso o nome "PINGA".
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "ÁGUA-ARDENTE".
Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
Hoje, como todos sabem, a AGUARDENTE (cachaça) é um símbolo nacional !!!


Aqui estamos chegando para conhecer a moenda.


Riacho que é aproveitado para mover a roda do moinho.


Canalização da água do riacho que faz mover o moinho.


A água canalizada cai sobre a roda que gira e movimenta toda a maquinaria...


Atrás da roda do moinho, podemos ver o moedor da cana.


Aqui dá pra ver melhor por onde a cana entra e é moída para extrair o caldo...


Aqui vemos a cana de açucar estocada para ser moída.


Depois de moída a cana, o caldo fica armazenado em tónéis para fermentar durante 30 horas...


Depois de fermentado o caldo da cana vem para essa caldeira onde é fervido e o "vapor" da fervura vai se tornar a cachaça...


O vapor passa por um processo de resfriamento nessa "serpentina" que fica imersa em água...


E sai nessa torneira final onde é engarrafada.

O mesmo processo do moinho é utilizado para se torrar a mandioca, para se fazer a farinha.

Aqui vemos a maquinaria utilizada para se moer a mandioca que é moída pelo mesmo processo da cana, através de um moinho movimentado pela água de um riacho.


A roda que movimenta o moinho é bem menor...


Depois de moída a mandioca, a farinha extraída vem para esta "panela" onde é torrada.


Gostaria de agradecer a todos os alunos, professôras e amigos que tem vindo aqui e deixado comentários...
Quando fiz este blog, minha intenção era compartilhar com aqueles que não puderam ir ao passeio, tudo o que aprendemos...
Fico feliz que vocês estejam gostando.
Aguardem mais fotos da FAZENDA MURYCANA.


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Quarta-feira, Agosto 31, 2005

Domingo 28 de agosto de 2005.
Antes de irmos à fazenda Murycana fomos conhecer o Caminho do Ouro.

Sítio Histórico-Ecológico Caminho do Ouro - um projeto de turismo cultural do Espaço Cultural Paraty, a ONG pioneira na recuperação do Caminho do Ouro em Paraty.

Sítio Histórico - Ecológico Caminho do Ouro
Informações Históricas




O que é o caminho do ouro: Um dos principais portões de entrada para o interior do Brasil no período colonial, o Caminho do Ouro era uma estrada de 1200 km que unia Parati a Diamantina, passando por Ouro Preto e a atual cidade de Tiradentes. Calçado nos séculos XVIII e XIX, foi abandonado no século XX e pouco restou do seu calçamento original. Um dos maiores trechos ainda existentes estão no município de Paraty, RJ. Uma parte deste caminho corta de ponta a ponta o Sítio Histórico-Ecológico do Caminho do Ouro que o recuperou e que atualmente se encontra aberto para caminhadas e visitação pública.
Até 1695 a Estrada da Serra, antiga trilha dos índios Goianás, era usada como melhor caminho entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
A partir da descoberta do ouro na região das minas no fim do século XVII esta estrada ganhou enorme importância. Era o caminho oficial para o escoamento do ouro das minas, que era embarcado em Paraty para o Rio, e daí para Portugal.
Em 1767 foi aberto o Caminho Novo, ligando a região das Minas diretamente com o Rio de Janeiro, e a partir daí o Caminho Velho passou a ser usado para transporte de escravos e víveres para as minas e plantações de café, e para o escoamento da produção de café das fazendas do Vale do Paraíba.
A decadência do antigo caminho veio com a chegada da estrada de ferro a Guaratinguetá em 1877, e com o fim da escravidão, em 1888.
Temos ainda hoje em Paraty um trecho de cerca de 12 km. Deste calçamento original, com muros de arrimo, aguadas, bueiros e outros sinais da engenharia da época. Parte deste trecho está sendo aberto e recuperado pelo Sítio Histórico-Ecológico do Caminho do Ouro (Sh-eco).

Cronologia

Século XVI e XVII - Trilha Goianá

Antes dos Portugueses - Nômades por natureza, os primeiros habitantes do Brasil circulavam por uma vasta trama de trilhas que cortava o atual território brasileiro de ponta a ponta. Os Goianá ou Goiamimins de Paraty usavam uma trilha para ir atéa aldeia de cima (no Vale do Rio Paraíba possivelmente, a atual Taubaté)

1596 - Por volta de 25 de outubro, Martim Correia de Sá, filho do governador Salvador de Sá (o velho) que por sua vez era primo do fundador do Rio de Janeiro Estácio de Sá e sobrinho de Mem de Sá, Governador Geral do Brasil, desembarca em Paraty e parte pela velha trilha dos Goianá, com 700 portugueses e 2.000 índios, em expedição de exploração e captura de escravos indígenas

1654 - Em movimento de rebeldia, os habitantes de Paraty, sem as necessárias autorizações legais, tentam tornar o lugar independente, com o título de Vila, mas são barrados pelo Ouvidor Geral João Velho de Azevedo que a faz retornar à jurisdição da Ilha Grande (Angra dos Reis).

1660 - O Governador do Rio de Janeiro Salvador Correia de Sá e Benevides (o moço), filho de Martim Correia de Sá, manda "abrir e descobrir" a estrada, antiga trilha dos Goianás para o interior, em ordem de 21 de agosto.

1667- Em 28 de fevereiro deste ano, por uma Carta Régia de Dom Afonso VI, Paraty se torna finalmente independente de Angra dos Reis com o título de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty.

Século XVIII - Os Caminhos do Ouro

1695/1700 - Portugueses descobrem as minas do Ribeirão de Ouro Preto, do Ribeirão do Carmo e do Rio das Velhas, as chamadas Minas dos Cataguases e começa a corrida do ouro.

1698/9 - Garcia Rodrigues Pais, filho de Fernão Dias, inicia, por solicitação do Capitão-General do Rio de Janeiro, a abertura de uma estrada inteiramente por terra, muito mais direta e mais curta que o caminho de Paraty, ligando as minas à cidade do Rio de Janeiro. Era o início do que veio mais tarde a ser chamado de "Caminho Novo". Essa estrada, entretanto, estreita vereda no mato, sem pontos de reabastecimento, por muito anos ainda só daria passagem a pessoas a pé, não podendo ser transitada por animais. Assim permaneceu, em igual ou pouco melhor estado, até 1725 aproximadamente.

1702 - 19 de abril - O Governador do Rio de Janeiro, Capitão-General Artur Sá de Meneses, baixa novo Regimento das Minas, determinando que apenas o gado pode ser levado até as Minas pelo caminho do sertão (pela Bahia) e que todas as demais mercadorias (inclusive o ouro) têm que entrar pelo Rio de Janeiro, tomando daí o rumo de Paraty. Esta determinação aumenta imensamente o trânsito pelo Caminho do Ouro, fazendo com que o porto de Paraty se transforme em um dos mais importantes da colônia.

1703 - Carta Régia de 9 de maio manda que se instale em Paraty, no alto da Serra do Facão, uma Casa do Registro do Ouro para controlar o fluxo do ouro das minas para o Rio de Janeiro e o de pessoas e mercadorias no sentido oposto. Esta instalação, por ordem régia, atesta a importância que as autoridades portuguesas atribuem àquele porto na época.

1704 - Nova Carta Régia, de 7 de fevereiro, extingue todas as outras Casas do Registro existentes, à exceção das de Santos e de Paraty e manda que se crie uma nova casa no Rio de Janeiro para quintar o ouro que vier "pello caminho novo que abre Gracia Róis Paes".

Para a Casa dos Quintos de Paraty é nomeado como provedor Carlos Pedroso da Silveira, como fundidor, Luís da Silva, e como escrivão, Manoel de Proença Rebello Castello Branco.

1710 - (data aproximada) - Portugal proíbe o uso da estrada de Paraty para o transporte do ouro das minas novas. É instalada a Casa de Registro da Paraíba Velha, no Caminho Novo. Comerciantes cariocas pedem ao governador do Rio de Janeiro, em requerimento de 30 de julho de 1710, licença para realizar a viagem de ida para Minas pelo Caminho de Paraty, comprometendo-se a voltar pelo Caminho Novo por causa do "lastimozo estado que se acha o caminho novo por falta de mantimentos..."

1715 - O povo de Paraty pede em requerimento para o Rei de Portugal que a estrada seja novamente liberada e é atendido em Carta Régia de 24 de maio.

1725 - Por ordem de Rodrigo Cesar de Meneses, Governador de São Paulo, começa o processo para ser aberto o Caminho Novo da Piedade, que liga São Paulo diretamente ao Rio de Janeiro, por terra, iniciando-se na região de Guapacaré, então distrito de Guaratinguetá e atual cidade de Lorena, passando por São João Marcos e pelo morro do Frade, chegando a Santa Cruz, onde se junta ao antigo Caminho de Minas, e chega ao Rio de Janeiro.

1767 - Terminam as obras principais da estrada da Serra dos Órgãos, então chamada Caminho Novo, para diferenciar da estrada de Paraty, chamada Caminho Velho. O Caminho da Serra do Facão não é ainda abandonado, mas seu movimento começa a cair diminuir.

1799 - Com a queda do tráfego do ouro, Paraty volta-se para a produção de aguardente (a famosa cachaça que passou a ser conhecida pelo nome da cidade), produto que passa a ser altamente utilizado na troca por escravos africanos. O Caminho do Ouro passa, então, a ser utilizado cada vez mais como rota do tráfico, no início legal e depois ilegal, de escravos e, mais tarde, para escoar a produção cafeeira do Vale do Paraíba e para levar aos Barões do Café o luxo trazido da Europa.

Século XIX - Caminho dos Escravos e do Café

1807 - O Brigadeiro Joaquim José da Costa, autorizado pelo Vice-Rei Conde dos Arcos, manda acrescentar uma casa ao Registro da Cachoeira e baixa um novo regimento determinando que o provedor e o escrivão passem a residir lá.

1813 - Por decreto de 4 de dezembro, Paraty recebe o título de condado, sendo titular Dom Miguel Antônio de Noronha Abranches Castelo Branco,que passa a ser o Conde de Paraty.

1820 - Paraty tem agora 400 casas, entre as quais, 40 sobrados. Sua famosa aguardente, da qual o nome da cidade veio a virar sinônimo, é vendida em mais de 20 lojas e chegará, em 1863, a ser produzida em 150 destilarias.

1831 - Atendendo a pressões da Coroa Britânica, o regente Diogo Antônio Feijó promulga uma lei que estabelece que os escravos que entram no Brasil são considerados livres e devem ser reexportados às custas de quem os trouxer. A Lei Feijó não é levada a sério, sendo considerada por todos apenas uma "lei para inglês ver". Os escravos continuam entrando por um porto dentro do município de Paraty (Paraty-Mirim), em intenso contrabando que sobe a serra pelo velho caminho em direção às fazendas de café do vale do Paraíba.

1844 - A vila é elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial nº 302, de 12 de março, com o nome de Paraty.

1850 - O Imperador do Brasil, D. Pedro II, aprova a Lei Eusébio de Queirós, que reprime o tráfico negreiro como pirataria. Esta lei sim, cumprida e fiscalizada pelo Estado, termina com o tráfico negreiro causando um sério revés na economia paratiense. Mas o fim do contrabando de escravos não afeta imediatamente o comércio, que segue próspero em Paraty graças ao café e a outros produtos que circulam principalmente entre a cidade e Guaratinguetá.

1877 - A estrada de Ferro chega a Guaratinguetá, que passa a utilizá-la para seus transportes comerciais. Paraty e o Caminho entram num irreversível processo de estagnação.

1888 - A Princesa Isabel promulga a Lei Áurea, que abole totalmente a escravatura no Brasil, causando prejuízos à indústria canavieira paratiense e determinando a total paralisação dos trabalhos de conservação do Caminho, sempre feita por escravos. Todavia, de qualquer forma, a economia da cidade já havia entrado em colapso anteriormente e o movimento comercial na velha trilha guaianá já estava completamente abandonado. Os rios da cidade deixam de ter seus leitos limpos pela escravaria e espraiam-se, transformando suas margens em grandes lodaçais onde impera a malária. Paraty passa a importar até o feijão, de que fora um dos maiores produtores. Começa um longo período de abandono e decadência.

Século XX - O abandono

1925 - Uma nova estrada permitindo o acesso de automóveis é aberta, aproveitando alguns trechos do antigo Caminho, mas deixando de lado muitos outros, principalmente na subida da serra.
Graças a isto, sobreviveu o trecho do Caminho do Ouro que passa pela localidade do Souza e que inclui as ruínas da famosa Casa do Registro. Este segmento ficou abandonado mas também bastante intacto por debaixo de mais de um metro de terra que o cobriu e, assim, o preservou. Nele se encontra, hoje, o SITIO HISTÓRICO - ECOLÓGICO CAMINHO DO OURO (Sh-eco) que esta tratando de, cuidadosamente, recuperá-lo para viabilizar a sua visitação e garantir que uma das primeiras e mais importantes portas de entrada do nosso pais no período colonial, não se apague da nossa memória.

1929 - Por esta estrada nova, o primeiro automóvel chega à cidade, mas não consegue subir de volta, ficando em Paraty.

1930 - Tanques e outros veículos militares da Revolução de Trinta, a caminho de São Paulo, destroem a estrada, que fica outra vez intransitável.

1937 - Paraty é tombada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

1945 Decreto-lei de 18 de fevereiro eleva Paraty a "Monumento Histórico do Estado do Rio de Janeiro".

1954 - A estrada é reaberta graças ao esforço de alguns paulistas que já principiam a tentar chegar na cidade de Paraty por interesse turístico. Uma nova era se inicia para a cidade.

1966 - Por decreto presidencial de 24 de março, todo o município de Paraty é convertido em monumento nacional.

1997 - São reiniciadas as obras para a pavimentação da estrada Paraty-Cunha, atendendo ao desejo secular da população paratiense.

1999 - Começa a recuperação do trecho do Caminho que se encontra no Sítio Histórico e Ecológico do Caminho do Ouro.

Século XXI - Recuperação e Turismo

2002 - É realizado projeto de prospecção arqueológica das ruínas da Casa do Registro encontradas no Sítio Histórico - Ecológico Caminho do Ouro.

Fonte: http://www.caminhodoouro.com.br/


Subindo...


Subindo...


O caminho construído por escravos no século XVIII


Natureza se faz presente em toda volta!


Recebendo informações históricas do guia.


Equipe de professôras.


Cercas para proteger o caminho de veículos motorizados.


Capelinha construída em cima de uma pedra para os "viajantes".


Descendo...

CURIOSIDADES DA ÉPOCA DOS TROPEIROS

FERRAMENTAS

O tropeiro deveria ser capaz de resolver inúmeros problemas durante a viagem.
As longas jornadas exigiam que ele fosse médico, soldado, artesão, caçador, pescador, cozinheiro, veterinário, negociante, mensageiro e agricultor. Tantos ofícios exigiam um arsenal variado de instrumentos e ferramentas.



1. Freme: espécie de canivente-suiço dos tropeiros. Suas lâminas e pontas eram usadas principalmente para "sangrar" cavalos e burros.
2. Puxavante: instrumento de ferro usado para aparar o casco do animal antes de receber a ferradura. O tipo mais antigo tinha este formato de foice; os mais recentes são semelhantes a pás.
3. Pito: instrumento de ferro usado para apertar o focinho do burro. Usado no animal a ser ferrado, especialmente se fosse bravo ou inquieto.
4. Holofote: lanterna do tropeiro, composta de um gomo de taquara ou bambu, cheio de querosene e com uma torcida de pano velho de algodão.
5. Ciculateira: cafeteira. Também era conhecida como chocolateira ou ainda esculateira.
6. Relho: chicote para animais usado ainda hoje no interior de Minas.

LÍNGUA DE TROPEIRO

Minas Gerais ainda guarda vestígios da influência dos tropeiros, não só nas ruínas, na culinária e nas fazendas, mas também na linguagem do homem do campo:
Ancorote: barril pequeno, usado para transporte de aguardente. Também conhecido como corote.
Arranchar: pousar, descansar no rancho.
Bruaca: bolsa de couro cru usada para transporte.
Cangalha: conjunto de peças de madeira e couro, colocadas sobre o burro para a acomodação da carga.
Enervar: armar com taquaras o couro para mantê-lo bem esticado.
Jacá: grande cesto sem tampa, medindo cerca de meio metro de diâmetro e 70 centimetros de altura. Poderia ser trançado com taquaras ou couro de tatu.
Goitar: lutar entre amigos, empurrar e segurar de brincadeira.
Manta: prejuízo nos negócios. Passar uma manta é prejudicar o outro em uma barganha.
Picaço: Cor rara nos burros: avermelhado com cabeça e pernas brancas.
Ralado: animal que manca. Sem ferradura, gasta o casco e fere o talão.
Rendidura: hérnia nos animais de carga.
Suador: almofada de macela ou palha, colocada debaixa da cangalha para não ferir o lombo do animal.
Tranca-fio: correias de couro torcido usadas par aunir os jacás e evitar que balancem na viagem.
Zangar: estragar a carga de carne de porco por falta de sal ou atraso na viagem.

Fonte:http://www.cliohistoria.hpg.ig.com.br/bco_imagens/caminouro/caminho7.htm


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Terça-feira, Agosto 30, 2005


Brasão Oficial da Cidade
PARATY
Localizada a 241 km ao sul da cidade do Rio de Janeiro, ao pé da Serra do Mar, com uma encantadora baía crivada de ilhas sua frente, Paraty possui deliciosas praias de águas límpidas emolduradas pela Mata Atlântica. Suas baías e enseadas são perfeitas para velejar e para a prática da pesca, de superficie e de mergulho. Aqui se localiza o Parque Nacional da Serra da Bocaina com cachoeiras e vegetação luxuriante. O Bairro Histórico, tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, localizado na parte central da cidade, destaca-se por construções dos séculos XVIII e XIX e pelo calçamento irregular das ruas, nas quais o tráfego motorizado é proibido. Aqui a pesca é abundante e rica em variedade de espécies. Seu clima, de serra e mar,é muito agradável.
Possui um artesanato típico e suas festas populares e religiosas são ricas de folclore e tradição. Oferece hotéis e pousadas confortáveis, grande variedade de restaurantes, com destaque para os de frutos-do-mar. É também nacionalmente famosa a ¨cachaça¨ fabricada localmente. À noite, Paraty ganha um tom mágico e sonhador, quando o silêncio das madrugadas é quebrado pelo som das serenatas, antiga tradição que se propagou até os nossos dias.


A caminho de Parati - Usina Nuclear de Angra dos Reis - Vicente, Pedro, Daniel e Hermes


Usina Nuclear de Angra dos Reis.


Recepção da Pousada da Condessa, onde ficamos hospedados.


Distribuindo a galerinha nos quartos...Pousada muito aconchegante e confortável.


Almoço na Pousada.


Área de lazer da Pousada. Ao fundo meninos participando de uma "pelada".


Estacionamento da pousada, depois do almoço, um grupo se preparando para ir ao centro histórico da cidade.


Parte do grupo (amarelo) com a professora Cláudia recebendo informações históricas sobre a cidade de Parati.
Capela das Dores
Construída por piedosas e ricas senhoras paratienses em 1800, é a mais recente igreja de Paraty. Internamente, destaca-se o elegante trabalho de madeira das sacadas das janelas e do coro.
Ainda hoje a imagem de Nossa Senhora das Dores sai acompanhada pelas senhoras devotas para encontro com Nosso Senhor dos Passos durante as solenidades da Semana Santa. Situa-se na rua Fresca, defronte à baía de Paraty...
Em 1901 sofre uma reforma comandada pelo Pe. J. Cezar Terra, no mesmo ano é constituída então a irmandade de N.Srª. das Dores, que era responsável de cuidar da igreja e pela festa do ciclo de páscoa, apenas senhoras da sociedade Paratiense faziam parte da da irmandade.
Acompanhando as características simples da Capela , os altares, são dedicados a Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora das Dores, e Senhor Bom Jesus.Sob a imagem de Nossa Senhora das Dores, no altar mor o coração trespassado por um punhal, símbolo da santa.
Localização
Rua Fresca, esquina com o Beco da Capela.
Visitação: Quinta-feira, das 8h às 12h e 14h às 17h.



Uma Igreja histórica da Cidade.

Igreja Santa Rita

Na mesma década em que foi rociada a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, teve início também a construção da igreja de Santa Rita.
Fundada sob o título de Menino Deos, Santa Rita e Santa Quitéria, pelos Homens pardos libertos do districto, com Provisão do Cabido Sede Vacante, datada a 30 de junho de 1722, sendo Vigário o Padre Manoel Vaz Cordeiro: mas esfriando a devoção dos fundadores, sentiu algum damno, que outros devotos brancos repararam, reedificando-a com augmento em amnos posteriores; e suprimindo-lhe então o título originário, a fizeram conhecer só com o de Santa Rita.
Esta igreja, com sua respectiva Irmandade, reunia, pois, "as cores pardas de Paraty", tanto na vida como na morte. Em vida, nas cerimônias religiosas, e, na morte, pelo direito de se enterrar no cemitério da Irmandade, existente até hoje ao lado da Igreja.
Em termos de arquitetura religiosa, a igreja de Santa Rita talvez se constitua no mais bonito templo da cidade. "É a mais valiosa, tanto pelo apuro da cantaria e do trabalho de madeira, nas portas, e do ferro na sóbria elegância das sacadas do coro, tanto pela talha dos altares colaterais de canto, com belas imagens de Nossa Senhora e enquadrando, na forma usual, a capela mor.
Como a Igreja, a Irmandade era rica em "objetos de prata, ornamentos, alfaias, apólices e mais pertences", conforme se verifica pelo exame do "Livro de Inventário da Venerável Irmandade da Gloriosa Santa Rita", datado de 10 de abril de 1911.
Na mesma Igreja ainda funcionavam as Irmandades de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora da Conceição, que aí realizavam as suas festas.



Caminhada no centro histórico da cidade.
Ao entrar no bairro histórico, o calçamento em pedras pé-de-moleque nos obriga a diminuir o ritmo do passo e nos transporta para um outro tempo. Sete ruas, seguindo do nascente para o poente, e seis, do norte para o sul, formam um traçado em xadrez. Muitas das edificações são da segunda metade do século XVIII e início do XIX.
Mesmo no período de apogeu econômico, as construções preservavam a simplicidade e a funcionalidade. Como a cidade era um importante entreposto comercial, a maioria das casas e sobrados tinha função mista. Geralmente a parte de baixo ou da frente das casas era destinada a armazéns e a de cima ou dos fundos, às moradias.
As fachadas caiadas de branco - como determina o código de obras da cidade-monumento - realçam o colorido de portas e janelas. As construções alinham-se umas às outras, com as alturas de casas e sobrados padronizadas, conforme regras estabelecidas desde 1828. Os quarteirões formam uma massa compacta que cria uma sensação de monumentalidade.
Mais do que em construções suntuosas ou ricas igrejas, a beleza de Paraty brota com sutileza nas suas ruas de pedra, nos detalhes das fachadas, na variedade dos desenhos das portas e janelas, no rendilhado das sacadas.Dentro dos limites do centro histórico não é permitido o trânsito de carros. Por isso, é comum encontrarmos carroças para transporte de carga. A única exigência é que o animal use 'fraldas'.
Outra característica marcante é a influência da maçonaria, que se instalou na cidade no início do século XVIII. Uma peculiaridade é o traçado "torto" das ruas de Paraty. Cogita-se que esta sinuosidade tenha sido prevista para melhor distribuir sol e sombra entre as edificações e canalizar o vento para os pátios internos das casas.

CURIOSIDADES:

EXPRESSÕES POPULARES E O QUE QUEREM DIZER ...

NAS COXAS:
As primeiras telhas dos telhados nas Casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da Africa.
Como os escravos variavam de tamanho e porte fisico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

CASA DA MÃE JOANA:
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se chamava João. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

FICAR A VER NAVIOS:
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

SEM EIRA NEM BEIRA:
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

CONTO DO VIGÁRIO:
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.




Mais uma igreja...
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Hoje essa igreja é conhecida como Igreja do Rosário. Sua construção iniciou-se por volta de 1725, por pedido dos irmãos Manoel e Pedro Ferreira dos Santos. Ajudaram na obra os pretos escravos e libertos da região.
Em 1757 foi a primitiva igreja totalmente reformada.
O douramento dos altares é obra do final do século passado.
A obra foi executada por um pintor chamado, por esse motivo, de "João Dourador". O altar de São Benedito foi mandado dourar por Manoel Francisco de Alvarenga e Souza, o "Chico Souza, líder político local em pagamento de promessa e os outros dois pela irmandade. Nota-se que o altar de São Benedito é o mais ricamente dourado.
As irmandades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos foram instituídas em 20 de agosto de 1750 e nela só podiam ingressar os homens negros. O Tesoureiro da Irmandade, porém, era sempre um branco, pois que os escravos não podiam receber dinheiro, assinar recibos e documentos.
Nesta Igreja realiza-se a Festa de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no mês de Novembro. Nela existem as procissões com bandeiras brancas, com registos dos Oragos, pelos bairros e cidade, durante os 10 dias da novena.
No dia da festa, pela manhã, o Rei e a Rainha dirigem-se em procissão para a igreja onde são coroados e assistem a Missa Solene.
À noite o Casal Real preside a procissão de encerramento, sempre portando as insígnias reais: cetro e coroa de prata e ladeados por guarda de honra. Antigamente, na véspera da festa distribuía-se comida para o povo e carne para os pobres, e no dia da festa o rei distribuía doces.


Casa dos Bonecos
Seu nome origina-se segundo a história da existência de quatro bonecos que originalmente ficavam sobre o beiral, que desses adornos sobram apenas os pedestais.
Localizada na rua do comércio sua construção data do século XIX sua arquitetura destaca-se, pelos seus elementos de adorno de característica simples, mais elegante, as cornetas sob as sacadas para escoar a água de chuva são de bronze. Destacam-se os seus beirais com acabamento em telhas de louças portuguesas.
Seu nome origina-se segundo a história da existência de quatro bonecos que originalmente ficavam sobre o beiral, que desses adornos sobram apenas os pedestais.




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Segunda-feira, Agosto 29, 2005


Mercado na época dos escravos.


Passo 1

Passo 2

Passo 3

Passos da Paixão
Pequenos altares embutidos nos prédios, fechados por portas que se abrem para a rua, destinados à Procissão do Encontro (ou Passos), na Semana Santa.
Dos seis Passos originais, todos do século XVIII, restam apenas cinco, dois autênticos e três reconstruídos reformados.
São abertos ao público somente durante a Semana Santa, mais precisamente na sexta-feira Santa em que se detinha a Procissão do Encontro, nos outros tempos. Pertenciam à Irmandade do Senhor dos Passos dissolvida há muitos anos, por falta de Irmãos.
Em 1922, a Irmandade do Santíssimo resolveu mandar demolí-los pela impossibilidade material de conservá-los.
São altares embutidos nos prédios, fechados por portas que se abrem para a rua, onde eram colocados quadros representando um dos Passos da Paixão de Cristo, parando à sua frente a procissão do Encontro, para as orações.
Atualmente os "Passos" foram substituídos por altares improvisados, que se armam na calçada das casas dos devotos, no trajeto que a procissão irá percorrer.



Em frente à Casa da Cultura de Parati.

Casa da Cultura
Os arquivos existentes foram abandonados, inclusive os do cartório do 1º Ofício de Paraty. Hoje, partes destes documentos encontram-se no acervo pertencente ao IHAP (Instituto Histórico e Artístico de Paraty) e na Câmara Municipal. Na porta da Casa da Cultura ainda resta uma parte da cartela (a outra parte está sob cuidados do IPHAN em Paraty), com datas, que sugerem a fundação e reformas do prédio.
1754 é a primeira data da cartela e provavelmente a data de fundação do prédio. Segundo estudos feitos em 1979 pela Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico, a primeira parte do prédio como o conhecemos, a ser edificado, teria sido a da esquina, com duas portas para a Rua D. Geralda ou do Mercado, e provavelmente 3 portas para a rua Dr. Samuel Costa ou do Rosário.
Dado ao número de portas no local teria havido originalmente um armazém.Mesmo que nada se possa adiantar quanto a origem e objetivo da edificação, com certeza podemos situá-la entre as mais representativas do século XVIII.1791 é a segunda data da cartela e presumimos corresponder a uma 1ª construção, reedificação ou reforma.
Sem nenhuma outra informação objetiva estabelecemos, por hipótese, ser a data de construção do sobrado propriamente dito, sem os acréscimos de construção dos anos de 1860 e 1874.
Em 1833 os maçons fundaram em Paraty a Loja União e Beleza. Entre os fundadores encontrava-se o médico vacinador José Joaquim Pereira de Souza.
Localização
Rua D. Geralda, s/n°
Visitação
Casa da Cultura Diariamente, das 9h às 12h e das 13h às 22h




Residência da Princesa Izabel. Seus descendentes ainda residem na casa.
Notem as côres verde e amarelo e um pequeno Brasão do Império ao lado da porta à direita do seu monitor.


Praça central.


Outra vista da Praça central.

Igreja Matriz
No final do século XVI, quando da fundação do povoado, ergueu se uma Capela dedicada a São Roque, sobre o atual Morro do Forte, onde então se assentava o aldeamento.
Porém, em 1646, Da Maria Jácome de Mello doou uma área de terras, situada entre os rios Perequê Açu e Patitiba, para a construção do novo povoado, exigindo que nela se construísse uma Capela dedicada a N' Sa dos Remédios, e que não se molestassem os índios Guaianás, que ali viviam. Assim, de pedra e cal, surgiu a primeira capela, que foi demolida em 1668, e, em seu lugar, construída uma igreja maior, obra executada por Raphael de Souza, que só terminou em 1712. Contava a igreja com 7 altares e duas capelas internas.
Em 1787, por ser a igreja pequena para a população, cerca de 2.700 pessoas, iniciaram-se as obras de construção do atual templo, em local próximo à antiga capela.Essa obra, por ser suntuosa e majestática, custou ao povo grande soma de dinheiro e, por falta de recursos financeiros, foi diversas vezes paralisada a sua construção.
Auxiliou o final das obras a piedosa Sra. Geralda Maria da Silva, fornecendo dinheiro e escravos, e administrando ela mesma os trabalhos. Por este motivo, recebeu do Imperador D. Pedro II o título de "Dona do Paço". A 7 de setembro de 1873, foi a igreja entregue ao culto público, precedendo à sua bênção uma procissão em que se transladaram as imagens da Igreja de Santa Rita para a nova Matriz. Este costume conserva se até hoje, por ocasião da Festa de Na Sra. dos Remédios.
De estilo neoclássico, este templo sobressai por sua imponência e apresenta a sobriedade e o despojamento característicos deste estilo, em que as grandes massas se contrapõem ao ritmo dos vãos ( aberturas ). Destacam se, nesta igreja, suas torres e os fluidos inacabados. Acredita se que isso aconteceu, não só pela falta de recursos e mão de obra escrava, mas também porque a igreja teria afizndado, inclinando se perigosamente para a frente, devido ao enorme peso do seu frontispício e à inconsistência do terreno onde foi construída.
A igreja foi entregue à comunidade graças a benevolência D. Geralda Maria da Silva, senhora de posses, que cedeu escravos e dinheiro para a continuidade das obras.Conta-se que em baixo da escada que da acesso ao campanário da torre direita encontra -se enterrado seu pai, cujo dele diz a lenda ter encontrado um tesouro em Trindade.


Professôra Cristina com meu filho no colo.


Professôras olhando a criançada se divertir na piscina.


Um grupo de crianças jogando ping-pong e totó.


Domingo de manhã nos preparando para deixar a pousada e ir para a Fazenda Murycana.


Preparando para ir conhecer a Fazenda Murycana .

Aguardem mais fotos!!!!!!

Referências Históricas retiradas do site http://www.vtn.com.br/praiassp/parati/cidade.htm


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